Prémios de Excelência na Licenciatura em Direito: As histórias e rostos por detrás do esforço

Terça-feira, Julho 14, 2020 - 10:52

Todos os anos, dezenas de alunos da licenciatura em Direito da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica são premiados pela sua excelência académica. Através da redução do valor das propinas, os estudantes sentem que o seu esforço é recompensado e a motivação para serem cada vez melhores aumenta.

Para a finalista Margarida Vasconcelos, a obtenção deste prémio é o resultado do seu empenho: “Não raras vezes me inscrevi em exames de melhoria e subida de nota, com o duplo propósito de alcançar uma nota melhor e de aumentar as perspetivas de acesso às bolsas.”

Apesar do estímulo do prémio de excelência, Catarina Nogueira considera que o ponto de partida é a vontade de superação: “Alcançar uma média que me permita obter uma bolsa de mérito significa atingir um objetivo, orgulhar-me de mim própria e, além disso, ajudar a minha família e fazê-la igualmente orgulhosa.” A aluna do 3ºano descarta a existência de um método de estudo superior, afirmando que “não há nenhum truque, nenhuma poção mágica, é preciso estudar.”

Em alternativa, a finalista Ana Sofia Silveira confia que a “receita ideal” existe e consiste no aproveitamento das aulas: “Permitem um primeiro contacto com os temas objeto de avaliação, facilitando a sua assimilação e compreensão no estudo.” Em conjunto com o estudo da bibliografia recomendada, as melhores notas podem ser alcançadas.

Ainda que André Barbieri não soubesse da existência de prémios para os melhores alunos antes de entrar na Faculdade, constata que é uma ferramenta motivacional importante: “É sempre positivo saber que o esforço tem uma recompensa mais direta e imediata.” Para o finalista, a obtenção de resultados acima da média é conseguida através do estudo diário. Assim, pode desfrutar do seu tempo livre durante o fim-de-semana.

Do mesmo modo, Margarida Matos acredita que o equilíbrio é essencial para conseguir manter as notas que sempre teve, pelo que procura “não colocar essa pressão aquando dos momentos de estudo bem como do momento da sua planificação.”

Mesmo que o fator económico seja importante, Leonor Pizarro Monteiro admite que a existência de prémios acaba por estimular a sua estratégia de estudo “não tanto porque precisamos, mas sob o ponto de vista de o nosso trabalho e esforço constante ser devidamente reconhecido.”

De forma a aumentar a probabilidades de conquistar o prémio, Margarida Campelo marca presença em todas aulas, considerando a sua assiduidade um fator determinante “não só pela relação que criamos com os professores”, mas também por possibilitar “uma visão mais concreta das matérias que nem sempre está espelhada nos livros.”

Atualmente, o estudo de Rita Costa é encorajado pela hipótese de receber uma redução no valor das propinas, “mas também atendendo à entrada no mercado de trabalho”.

Também Tiago Ribeiro dos Santos identifica a diminuição no preço das propinas como “o maior incentivo para continuar a lutar por ter as melhores notas possíveis”. Para além da ajuda financeira, “é um indicador de que estou entre os melhores do curso.”

Já João Oliveira, aluno do 3ºano, sentiu “uma motivação adicional” quando se apercebeu que poderia receber um dos prémios de excelência, o que levou a um maior “espírito de sacrifício” para alcançar esse objetivo.

No ano passado, Diana Camões foi a melhor aluna do 1º ano com uma média de 18 valores, o que lhe exigiu “uma grande entrega, dedicação e paixão pela área.” Para a estudante de Direito, “o estudo tem de ser constante e diário, pois só assim é possível obter resultados de excelência.”

Contudo, Henrique Varino da Silva destaca a existência de outros fatores que contribuem para o sucesso académico. Nomeadamente, saber gerir o tempo livre: “A realização de atividades permitiram-me, o máximo quanto foi possível, manter uma vida social saudável (desde a Sociedade de Debates até a Associação de Estudantes ou a Mentoria), cuja manutenção em tempos de pandemia, em que o leitmotiv é o distanciamento social, tem constituído um grande desafio.”

“Foi uma grande surpresa para mim”, afirma Catarina Ferreira da Silva. Ainda que não contasse com o prémio de excelência logo no primeiro ano da licenciatura, refere que é “algo importante no currículo e que me fará destacar futuramente.” Acima de tudo, acredita que cada aluno deve perceber qual é a estratégia de aprendizagem que funciona melhor para si.

De igual forma, Inês Santos Silva tentou perceber qual era o método que funcionava para si ao participar em programas disponibilizados pela Faculdade: “Ter frequentado o programa GPS ajudou a perceber como devo planificar o meu estudo, tanto que subi exponencialmente de notas do primeiro semestre (semestre da adaptação) para o segundo.”

Relativamente ao plano de estudo, o finalista João Filipe Cruz acredita que a avaliação contínua é uma aliada na obtenção de resultados de excelência: “É fundamental para nos incentivar a estudar ao longo do semestre em vez de deixarmos tudo para a última da hora. Essencialmente, eu procurava estudar grande parte da matéria durante o semestre e depois, na altura dos exames, voltava a rever essa matéria.”

Embora reconheça o valor do prémio, Margarida Bettencourt atenta que nunca foi competitiva: “Para mim o que mais conta, é saber que dei o meu melhor. Mas claro que se conseguisse manter a bolsa, era espetacular e, obviamente, um incentivo, mas não quis colocar isso como um objetivo principal.”

Similarmente, Clara Coutinho constata que a aquisição de uma boa média sempre foi relevante para si, independentemente da obtenção do prémio: “Indica, à partida, uma melhor preparação para o exercício da minha futura profissão.” Para além disso, o gosto pela sua área de estudo “é um fator que me permite dedicar mais tempo ao meu estudo e estruturá-lo de forma organizada.”, conclui.

Os prémios de excelência são atribuídos aos estudantes de cada ano de entrada na Faculdade de Direito que tenham obtido as classificações mais elevadas no ano anterior.